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Jardim-Horto de Camões

ASSOCIAÇÃO CASA-MEMÓRIA DE CAMÕES EM CONSTÂNCIA

A Associação Casa-Memória de Luís de Camões instalou, em terreno cedido pela Câmara Municipal de Constância, este singular Jardim-Horto que se tornou o mais original e vivo monumento erigido no mundo a um poeta.

Para além da flora camoniana aqui retratada de forma delicada, o Jardim conta com um diversificado conjunto de motivos de interesse: um elucidativo painel de azulejos reproduzindo o perfil dos três continentes percorridos pelo Poeta, um Jardim de Macau, um pequeno auditório com uma reprodução do Planetário de Ptolomeu, uma Esfera Armilar (oferta da Escola Superior de Belas Artes de Lisboa e concepção dos escultores António Trindade e Alípio Pinto), um poço de traça árabe e uma âncora do séc. XVII arrancada ao Tejo e classificada pelo Museu da Marinha.

A estátua de Camões à entrada do Jardim-Horto, criação e dádiva do mestre escultor Prof. Lagoa Henriques, retrata o Poeta sentado à sombra dos arcos da Casa da sua Memória, contemplando o formoso Rio Zêzere

* Horário, contactos e tarifário

* Plano do Jardim-Horto

* Programa de actividades

* Histórico de actividades

* Concurso

Camões Poeta Genial

Pormenor do Jardim-Horto

Criação notável do ilustre Prof. arquitecto-paisagista Gonçalo Ribeiro Teles, assessorado pelo arquitecto Carlos Correia Dias, este Jardim-Horto conduz-nos - pela mão das cerca de 52 espécies botânicas referidas por Camões na sua Lírica e em «Os Lusíadas» - aos orientes da nossa identidade, aos quatro cantos do mundo por onde os portugueses andaram.

Numa atmosfera de grande beleza, a flora referida pelo Poeta na sua obra encontra-se aqui devidamente representada, desde as pequenas herbáceas às árvores que, a seu tempo, se carregam de aromas e de frutos, também estes louvados por Camões.

Tanto as plantas típicas da vegetação mediterrânica, como algumas plantas tropicais estão devidamente identificadas através de placas que também transcrevem os versos do Poeta que as referem.

Este Jardim-Horto é obra de arte e ciência que, espera-se, perpetuará a flora camoniana.

Jardim de Macau

Um dos motivos de interesse e originalidade deste local é o Jardim de Macau, com o intuito de aqui deixar grata memória da nossa presença na China. Marca uma etapa da vida de Camões – a sua estada em Macau – e está composto por um lago, povoado de peixes e nenúfares, um pavilhão lacustre, cujas típicas cerâmicas vieram directamente de Macau, e muros inspirados na dança do Dragão.

A instalação deste Jardim-Horto contou com o valioso apoio do Instituto Cultural de Macau, que contribuiu também com as peças cerâmicas do pavilhão lacustre, vindas directamente de Macau, e com os desenhos da sua construção.

Auditório e Planetário de Ptolomeu

Em forma de pequeno anfiteatro, oferece-se ao visitante um belo auditório ao ar livre cujo chão reproduz o Planetário de Ptolomeu que, segundo Pedro Mariz, inspirou Camões no Canto X de «Os Lusíadas».

Segundo Ptolomeu, astrónomo grego nascido no século II d.C., a Terra (rodeada pelos quatro elementos) permanecia fixa no centro do Universo então conhecido e, à sua volta, giravam sete astros errantes: Lua, Mercúrio, Vénus, Sol, Marte, Júpiter e Saturno.

Exteriormente ao «céu de Saturno» imaginava-se o firmamento onde se supunham fixadas as estrelas. Na representação estão assinaladas as constelações do Zodíaco, aquelas sobre as quais se passeia o Sol ao longo do ano.

Breve percurso sobre o Jardim

 

Histórias

Em 1810 por cá passaram e se mantiveram Oficiais e Soldados de Napoleão Bonaparte que participaram na III Invasão Francesa. Pertinho da Igreja São Julião que se situava onde é hoje a Praça Alexandre Herculano, já existia nesse tempo a Casa João Chagas que ficou semi-destruída.

Depois de reconstruída teve várias funções:

- Foi escola. Posteriormente foi os Paços do Concelho. Das suas varandas foi anunciada a Proclamação da República em 5 de Outubro de 1910.

- Pouco tempo depois os serviços da Câmara foram instalados num então moderno edifício ao pé das escadinhas Tem-te-Bem, passando a João Chagas a albergar famílias nos andares superiores, enquanto que no rés-do-chão funcionavam uma Taverna, e um armazém de sal. Isto porque os Pereiras-então proprietários do edifício dedicavam-se, como tantos outros, ao comercio marítimo. O porto de Constância foi gradualmente perdendo a sua importância com o aparecimento de caminhos de ferro, a abertura de estradas e a modernização de transportes que asseguravam um mais rápido escoamento das mercadorias.

- Em avançado estado de degradação, o Município de Constância adquire, em 1977, o imóvel aos seus proprietários por 400 contos, tendo procedido à sua adaptação a estabelecimento hoteleiro em 1992. Em operação desde 1993 por uma empresa especializada, constitui um importante contributo para a economia local.

O seu nome deve-se ao jornalista e político João Pinheiro Chagas, embaixador em Paris durante a Primeira Republica.

Com uma mistura de moderno com antigo, a Casa João Chagas proporciona aos seus clientes conforto e bem-estar.

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